Dia da Democracia destaca papel da formação política nas escolhas de 2026

Celebrado em 15 de setembro, o Dia Internacional da Democracia reforça debate sobre participação cidadã e escolhas políticas. BONDE aposta em formação e mobilização para ampliar o envolvimento da população com o debate público.

Celebrado em 15 de setembro, o Dia Internacional da Democracia ganha um significado especial em 2026, ano em que milhões de brasileiros voltarão às urnas. Em meio à intensificação do debate eleitoral, a data também chama atenção para a importância do acesso à informação, da formação política e da capacidade de compreender os temas e decisões que estarão em disputa.

 

Pesquisas indicam que ainda existe uma distância importante entre parte da população, seus representantes e o próprio debate político. O Panorama Político 2024, do DataSenado, mostra que 40% dos brasileiros afirmam não se identificar com nenhuma posição política. Outro levantamento, realizado pelo Datafolha, aponta uma distância semelhante em relação aos representantes eleitos. Apenas 23% dos brasileiros se lembram em quem votaram para deputado federal nas eleições de 2022, enquanto 67% não se recordam. Para o Senado, 23% lembram o voto e 66% não.

 

Nesse contexto, iniciativas de formação cidadã buscam ampliar o repertório da população para acompanhar discussões públicas, avaliar propostas e participar de forma mais ativa do processo democrático. Uma delas é o BONDE, plataforma lançada em julho que promove formação política e fomenta ação coletiva em prol de mudanças em políticas públicas para promover alívio nas vidas de milhões de brasileiros. Para acessar a plataforma, acesse o site BONDE.

 

Nomes como Alessandra Orofino, Marcos Nobre, Rita Von Hunty, Ynaê Lopes dos Santos, Angela Mendes, Sidarta Ribeiro, Txai Suruí, Schuma Schumaher, Dani Silva, Raul Santiago e Ed René Kivitz participam do catálogo de formação política da plataforma.

 

Para Talita Novacoski, codiretora-executiva do BONDE, a formação política ganha ainda mais importância em períodos eleitorais, mas o desafio vai além. “Participar da política não significa apenas votar a cada quatro anos. A democracia depende de pessoas capazes de compreender os problemas coletivos, acompanhar decisões públicas e atuar em suas comunidades. Quando grande parte da população não se reconhece nesse processo, perdemos oportunidades importantes de construir soluções coletivas”, comenta.

 

Bonde: nova plataforma de formação

Nascido no Rio de Janeiro e hoje presente em todo o território nacional, o BONDE surgiu como NOSSAS e há 15 anos desenvolve estratégias e projetos de mobilização social para pautar a opinião pública e incidir sobre governos e tomadores de decisão, formando redes de ativismo por diversas causas.

 

Já reuniu mais de 5 milhões de pessoas em campanhas que contribuíram para mais de 190 mudanças em políticas públicas. Entre as iniciativas de maior repercussão estão Amazônia de Pé, Fim da Escala 6×1, Sem Anistia para Golpista, Ministra Negra no STF, Busão 0800, PL da Devastação, Taxa os Bilionários, Criança Não é Mãe, RJ Não é Disney, Cadê Meu Absorvente? e Tira o Pé da Minha Serra.

 

A aula inaugural da plataforma de formação foi ministrada pelo líder indígena e imortal da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak, no curso “Encarar o fim de mundos com coragem e rebeldia”, que reuniu mais de 4 mil pessoas ao vivo. Na sequência, Alessandra Orofino abriu o curso “A Política das Redes”, dedicado a discutir como algoritmos e plataformas digitais passaram a influenciar a circulação da informação, o debate público e a formação de opiniões em um momento de aproximação das eleições.

 

A terceira formação é conduzida pelo filósofo e cientista social Marcos Nobre, no curso “Raio-X da extrema-direita”, que analisa as transformações da extrema-direita brasileira, suas formas de organização e sua presença no ambiente digital. As aulas integram uma programação que reúne pesquisadores, ativistas, artistas e lideranças para discutir temas como democracia, comunicação, mudanças climáticas, cidades e direitos humanos.

 

Para Roberto Andrés, a formação amplia as possibilidades de participação social na solução dos problemas que o mundo enfrenta. “O BONDE acredita na mobilização como ferramenta de transformação, mas entendemos que fortalecer as pessoas também passa por compartilhar conhecimento. Queremos conectar experiências, repertórios e estratégias para que mais gente possa atuar em suas comunidades e enfrentar desafios como desigualdade, crise climática e direito à cidade”, reforça.

 

Redação e foto de capa:

Divulgação.

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