Amazônia EcoQueer: Belém recebe mostra audiovisual sobre ecologia, memória e dissidências LGBTQIAPN+

Neste sábado, 09 de maio, a capital paraense recebe a mostra audiovisual Amazônia EcoQueer | Ecologias Assombradas, que reúne produções de artistas LGBTQIAPN+ da Amazônia brasileira para discutir questões ambientais, memória, colonialidade, raça e sexualidade por meio do cinema experimental e das artes visuais. A programação será realizada no Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso, a partir das 19h, com entrada gratuita mediante inscrição prévia no site do Sesc Pará. Ao todo, serão disponibilizadas 44 vagas.

 

A mostra integra o projeto Amazônia EcoQueer, iniciativa de pesquisa e curadoria — sediado na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, com financiamento da British Academy — que foca na circulação internacional de filmes e vídeos de artistas LGBTQIAPN+ da Amazônia Brasileira, com o objetivo de compreender como essa produção audiovisual tem imaginado futuros ecológicos cuir/queer para a região em meio à atual crise ambiental.

 

A proposta resulta em uma série de mostras audiovisuais que ocorrerão no Brasil e no Reino Unido entre 2025 e 2026, em parceria com instituições como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade de Newcastle (Inglaterra), a galeria Newcastle Contemporary Art (Inglaterra), o projeto Amazonart (coordenado por Giuliana Borea), o Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso (Belém), e o Centro Cultural Casarão de Ideias (Manaus).

 

Além da circulação audiovisual, a iniciativa também é um espaço de colaborações entre artistas e curadores para discussão de temáticas referentes a gêneros e sexualidades em conexão com justiça ambiental, mudanças climáticas e racismo ambiental na Amazônia.

 

Ecologias Assombradas

Segundo a curadoria, nesta mostra o conceito de “assombro”, ou “assombrado” é abordado como uma como uma categoria presente nas narrativas amazônicas, especialmente nas histórias dos encantados e histórias de assombro que se espalham oralmente pela região. A mostra se pergunta o que há de queer/cuir nesse contexto em que a ideia de desorientação entre ficção e realidade é tão presente.

 

Imagem do filme Ilha das Sombras (2020), de Allyster Fagundes.

 

A seleção reúne obras sobre a busca ancestral por histórias de famílias; a exploração autobiográfica de identidades LGBTQIAPN+ e arquétipos psicológicos em ligação com a paisagem local; investigação interseccional entre raça e gênero por meio de histórias esquecidas de mulheres negras na Amazônia; o assombro iminente da COVID-19 e suas repercussões em modos de viver; e as investigações de feridas coloniais na região.

 

Filmes exibidos
  • Febre (2022), 6’, de Rafa Bqueer
  • Caipora (2019), 7’50”, de Rafaela Correia
  • Encantarias Idílicas (2022), 3’20”, de Rafael Matheus Moreira
  • Corpo (in)finito? (2022), 6’36”, de Ramon Reis
  • Igarapé das Almas (2023), 11’42”, de Matheus Aguiar
  • Iluminação dos mortos (2023),4’21”, de Nay Jinknss
  • Alexandrina – um relâmpago (2023), 11’, de Keila-Sankofa
  • Um céu partido ao meio (2022), 16’32”, de Danielle Fonseca
  • Ilha das Sombras (2020), 2’30”, de Allyster Fagundes
  • Resiliência Amazônica (2020), 5’21”, de Akha
  • Todos os dias, no intenso vermelho que toma meu quarto, eu deito e ardo em febre (2020), 4’16”, de Tarcisio Gabriel.

Após a sessão, haverá um bate-papo com os artistas Nay Jinknss e Rafael Matheus Moreira, com mediação de Paola Maués.

 
Ficha técnica

O projeto Amazônia EcoQueer conta com coordenação e curadoria de Danilo Baraúna e reúne artistas como Akha, Allyster Fagundes, Breno Filo, Coletivo Miriã Mahsã, Danielle Fonseca, Keila-Sankofa, Keyla Sobral, Matheus Aguiar, Mauricio Igor, Nay Jinknss, Rafa Bqueer, Rafaela Correia, Rafael Matheus Moreira, Ramon Reis, Tarcísio Gabriel, TRANSKURUMIM, Thaís Desana, entre outros nomes da produção artística amazônica contemporânea.

 
Serviço

Mostra audiovisual – Amazônia Ecoqueer | Ecologias Assombradas
Data: 09 de maio (sábado)
Hora: 19h
Local: Local: Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso – Boulevard Castilhos França, 522 – Campina.
Entrada gratuita com inscrição prévia no site do Sesc.
Mais informações: @amazoniaecoqueer (instagram).

 

Texto: 

Lírio Moraes, Na Cuia, com informações do Amazônia EcoQueer.

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