Pesquisa revela que Reforma Agrária pode perder 13,9 milhões de hectares para a mineração

O estudo inédito “Assentamentos sob pressão” — realizado pela Fundação Rosa Luxemburgo em parceria com a ONG Fase — revela que 57,1% dos assentamentos de reforma agrária no Brasil sofrem sobreposição de projetos de mineração, o que pode representar a perda de até 13,9 milhões de hectares, que correspondem a cerca de 19,1% da área total destinada à reforma agrária no país.

 

A maior parte desse impacto ocorre na região Norte, com 65% dos assentamentos afetados. A pesquisa também mostra o avanço combinado de projetos energéticos e de infraestrutura sobre esses territórios, em um contexto de expansão da mineração voltada à transição energética.

 

Além da mineração, os projetos energéticos também têm um papel importante na reconfiguração do uso da terra, com as hidrelétricas sendo as mais impactantes. No total, 33.586 hectares de assentamentos foram ocupados por hidrelétricas em 167 assentamentos, especialmente nas regiões Norte e Sudeste. Já os parques eólicos têm avançado principalmente no Nordeste, afetando 87 assentamentos e ocupando 9.443 hectares. Além disso, as linhas de transmissão e infraestrutura de transporte ampliam a pressão sobre mais de 1.800 assentamentos.

 

O material traz dados inéditos e análises sobre os impactos dessa sobreposição, incluindo efeitos sobre a produção de alimentos, a permanência das famílias assentadas e a reorganização do uso da terra no país.

 

O levantamento, divulgado dentro do Abril Vermelho, será publicado na íntegra no mês de maio, confira a prévia aqui.

 

Redação: 

Divulgação.

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