“Guardiãs da Amazônia”: 3ª chamada do Fundo Podáali reforça protagonismo das mulheres indígenas nas soluções para a crise climática

Marcando uma iniciativa inédita, o Fundo Indígena da Amazônia Brasileira – Podáali lançou, na manhã desta sexta-feira, 14, a 3ª Chamada “Guardiãs da Amazônia: Mulheres Indígenas em Defesa das Vidas e da Justiça Climática”, em parceria com a União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB). O lançamento foi realizado como parte da programação da Cúpula dos Povos, que ocorre na Universidade Federal do Pará (UFPA), durante a 30ª Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Belém.

 

A 3ª Chamada “Guardiãs da Amazônia: Mulheres Indígenas em Defesa das Vidas e da Justiça Climática” trata-se de um edital do Fundo Podáali voltado exclusivamente para apoiar iniciativas lideradas por mulheres indígenas da Amazônia. A chamada busca fortalecer o protagonismo feminino na defesa dos territórios, no enfrentamento à crise climática na proteção dos sabere. Por meio de apoio financeiro e técnico, o edital incentiva projetos tanto de mulheres que vivem em territórios tradicionais quanto daquelas que atuam em contextos urbanos, reconhecendo que o papel das guardiãs da Amazônia se expressa de múltiplas formas.

 

“Quase sempre os primeiros atingidos pela crise climática somos nós, povos indígenas, mas são as mulheres e nossas crianças que enfrentam esse primeiro processo da chegada dessa crise climática. E nós sabemos, a partir de muito diálogo, que são as mulheres que têm feito os enfrentamentos, que são as guardiãs das nossas sementes, são as guardiãs dos nossos rios, dos nossos saberes. Então, esta chamada é a oportunidade de poder reconhecer isso. Não podemos deixar que apoiar mulheres indígenas seja só discurso; tem que ser real, tem que ir para o chão dos nossos territórios”, afirmou a Diretora Executiva do Podáali, Valéria Paye.

 

A chamada tem o objetivo de visibilizar, fortalecer e ampliar o protagonismo das mulheres indígenas na Amazônia Brasileira, apoiando projetos e ações lideradas por essas mulheres, que exercem um papel fundamental no enfrentamento da crise climática.

 

Em seu discurso, a diretora também frisou que a iniciativa é voltada para todas as mulheres indígenas, independentemente do contexto em que vivem. “Nós somos indígenas onde a gente estiver, levando nosso corpo-território. O apoio não é só para projetos nos territórios, mas também para parentes mulheres que vivem em contextos urbanos, que fazem também os seus processos. Essa chamada não é do Podáali, essa chamada é das mulheres indígenas”.

 

Sobre o Fundo Podáali

A iniciativa é uma estratégia do Movimento Indígena Amazônico e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e tem o objetivo de apoiar os planos e projetos de vida dos povos, comunidades e organizações indígenas, que reforcem a autodeterminação e protagonismo, valorizem as culturas e modos de vida, fortaleçam a sustentabilidade e promovam a gestão autônoma de territórios e recursos naturais.

 

O Fundo Indígena da Amazônia Brasileira – Padáali é “feito por indígenas, para indígenas e com gestão indígena”.

 

De acordo com Rose Apurinã, Vice Diretora Executiva do Podáali, em dois anos de atuação foi possível levar mais de 15 milhões para os territórios indígenas da Amazônia, trazendo mais visibilidade às iniciativas e viabilizando soluções para a crise climática.

 

“A importância desse fundo para os povos, comunidades e organizações indígenas é imensa porque ele dá visibilidade às nossas iniciativas e aos nossos projetos. Além disso, ele permite que a gente construa de forma coletiva, a partir das demandas prioritárias dos territórios, aquilo que realmente está precisando de apoio. Por isso, o Podáali tem chegado aos territórios nesse processo de escuta e de apoio, direto de indígena para indígena. Nós já conseguimos ter muitos resultados de práticas efetivas para conter, solucionar as mudanças climáticas e para de fato a gente conseguir ter o futuro para a humanidade.

 

Para mais informações acesso o Instagram e o site do Fundo Podáali.

 

Redação e fotografia: Lírio Moraes, Na Cuia.

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