Belém recebe Exposição fotográfica Casa de Várzea
A exposição itinerante, da fotógrafa Bárbara Vale, faz um convite à imersão nas casas de palafitas em regiões de rios do Baixo Tapajós.
A exposição itinerante Casa de Várzea lança um olhar sensível e poético sobre a arquitetura ribeirinha e os modos de vida das famílias que habitam as margens dos rios de Santarém, no oeste do Pará. O projeto da fotógrafa Bárbara Vale revela a beleza, a funcionalidade e a identidade presentes nas casas de várzea nas regiões de planalto, exaltando moradias que conversam diretamente com o ritmo das águas e com a cultura amazônica.
A primeira edição da exposição ganhou forma em Alter do Chão, em Santarém, onde o público pôde vivenciar uma experiência imersiva e acessível por meio da instalação Memórias Flutuantes. Agora, a mostra segue seu percurso itinerante e chega a Belém, mantendo o compromisso de circulação e democratização do acesso à arte.
A exposição vai ser montada no espaço Tuy Cultural e aberta gratuitamente ao público do dia 27 a 04 de abril, reunindo 16 fotografias que registram a autenticidade das casas de palafitas e os detalhes que constroem a identidade de famílias ribeirinhas. Cada imagem funciona como um testemunho visual da relação íntima entre território, moradia e cotidiano, valorizando saberes tradicionais e formas de habitar.
Contemplado pela Lei Aldir Blanc, o projeto nasceu a partir de pesquisas visuais e das viagens da fotógrafa por comunidades ribeirinhas da região desde 2021.
Segundo Bárbara Vale, a exposição vai além do registro documental: “A ideia da exposição é trazer um pouco da minha visão sobre esse tipo de moradia tão comum na Amazônia e proporcionar, especialmente a quem habita essas casas, orgulho do seu modo de vida e das suas moradias”.

Um olhar sobre os rios e suas casas
A mostra propõe ao público uma imersão nos espaços suspensos das casas de várzea, estimulando a compreensão dessa arquitetura como uma expressão cultural de pertencimento e de convivência harmônica com a natureza. Segundo Keké Bandeira, que assume a curadoria e acessibilidade do projeto, a exposição ainda busca mostrar que a cultura, a forma de viver e de se locomover cabem na arquitetura de várzea e é exemplo de técnicas ribeirinhas e conhecimento ancestral.
“Através desses registros de casas de várzea, conseguimos pensar sobre diversos temas como sociabilidade, estética, locomoção… Então é um registro muito importante para mostrar como somos diversos nas beiras dos rios”, destacou.
O conteúdo das imagens está disponível com acessibilidade, com audiodescrição e tradução em Língua Brasileira de Sinais, garantindo que diferentes públicos vivenciem a experiência.

CRONOGRAMA DA EXPOSIÇÃO
Abertura oficial:
27 de março, das 18h30 às 20h
- Apresentação musical
- Abertura da mostra
- Coquetel de lançamento
Visitação:
De quinta (27) a sábado (04), a partir das 19h.